Por Alexandre A. P. Cardoso  

INTRODUÇÃO 

 Este trabalho se presta a mostrar a pessoa e obra de Santo Agostinho de Hipona e como ambos influenciaram a teologia dos principais reformadores, Lutero e Calvino, e a teologia contemporânea. Para isso o presente artigo trará as seguintes divisões: Quem foi Santo Agostinho de Hipona, dando breves informações quanto ao seu nascimento, família, vida, conversão e chamado ao episcopado; A influência de Agostinho sobre os dois maiores ícones da Reforma Protestante do século XVI, mostrará como o bispo de Hipona influenciou diretamente Martinho Lutero e João Cavino através de seus escritos e sistematização de assuntos relevantes para a vida cristã; A sistematização doutrinária doutrinaria dos reformadores como plágio da obra de Agostinho, levantando e desconstruindo brevemente a falácia arminiana sobre o “plágio” que os reformadores e reformados em geral são acusados quanto às obras de Agostinho e por fim A teologia agostiniana na teologia reformada contemporânea reafirmando a dependência e subscrição da teologia desenvolvida por Santo Agostinho, enfatizando a questão do livre arbítrio.  

PALAVRAS-CHAVE 

Filosofia, Teologia, Agostinho, Martinho Lutero, João Calvino. 

ABSTRACT 

 This work lends itself to show the person and work of Saint Augustine of Hippo and how they both influenced the theology of the main reformers, Luther and Calvin, and contemporary theology. For this, this article will bring the following divisions: Who was Saint Augustine of Hippo, giving brief information about his birth, family, life, conversion and call to the episcopate; The influence of Augustine on the two greatest icons of the Protestant Reformation of the 16th century, will show how the Bishop of Hippo directly influenced Martinho Lutero and João Cavino through their writings and systematization of issues relevant to the Christian life; The doctrinal doctrinal systematization of the reformers as plagiarism of Augustine’s work, briefly raising and deconstructing the Arminian fallacy about the “plagiarism” that reformers and pensioners in general are accused of in Augustine’s works, and finally The Augustinian theology in contemporary Reformed theology reaffirming the dependence and subscription to the theology developed by Saint Augustine, emphasizing the question of free will. 

KEY-WORDS 

Philosophy, Theology, Augustine, Martin Luther, John Calvin. 

QUEM FOI AGOSTINHO 

 Aurelius Augustinus, mais conhecido como Santo Agostinho nasceu em Tagaste, província da Numída, atual Argélia, em 13 de novembro de 354. Seu pai era um pagão, de nome Patrício e sua mãe, Mônica, era uma mulher extremamente piedosa que orava constantemente pela conversão do seu filho, o que só ocorreu aos 32 anos de idade, portanto, em 386, após uma vida completamente desregrada e uma longa passagem por uma seita chamada maniqueísmo. Agostinho relatou, em suas confissões, o último diálogo que teve com sua mãe, após uma longa viagem: “o mundo, com todos os seus prazeres, perdia para nós todo valor e minha mãe me disse: “Meu filho, nada mais me atrai nesta vida […] Deus me satisfez amplamente, porque te vejo desprezar a felicidade terrena para servi-lo”. Foi batizado por Ambrósio em 387; em 391 (A igreja dessa época já havia começado seu processo de centralização do poder dos bispos, mas ainda não era uma igreja com as configurações “Católicas Romanas”, o que só vai ocorrer no século V, com a chamada Pretensão Petrina) ordenado sacerdote em Hipona (África do Norte) e em 396 tornou-se bispo dessa mesma cidade. Suas principais obras são: Confissões (400), A graça – dois volumes – uma refutação contra os Pelagianos (412-430), e um tratado contra os pagãos – A cidade de Deus (413-426). Santo Agostinho morreu em 430. Por fim é importante saber que Santo Agostinho é um dos mais renomados nomes da Patrística e tem seu contexto originário do encontro de duas forças históricas, provavelmente em Alexandria no século I a.C.: O pensamento grego e o pensamento judaico helenizado. 

A INFLUÊNCIA DE AGOSTINHO SOBRE OS DOIS MAIORES ÍCONES DA REFORMA PROTESTANTE DO SÉCULO XVI 

 A influência de Agostinho e seu legado sobre os reformadores é algo inegável e amplamente explorado ao longo dos anos. Muitos fatores contribuíram para a Reforma Protestante – como o Renascimento, por exemplo 

– mas, nenhum deles foi tão decisivo quanto o contato que os reformadores tiveram com as obras de Santo Agostinho, o que dá margens para afirmar que Agostinho foi responsável direto pela Reforma Protestante do século XVI. 

A influência de Agostinho sobre Lutero 

 O fato de Lutero ser um monge da ordem Agostiniana já dispensaria a necessidade de tecer outros maiores comentários. Uma das mais conhecidas obras de Lutero, Nascido Escravo, tem traços agostinianos tão marcantes, quanto ao estilo e conteúdo que faz com que qualquer leitor que já tenha apreciado alguma obra de Agostinho sinta-o permeando as páginas da obra do monge alemão. Warfield chega a dizer que “A grande contribuição que Agostinho deu ao pensamento do mundo (e em especial a Lutero) é personificada na teologia da graça […]. Essa doutrina da graça veio das mãos de Agostinho com seu esboço positivo completamente formulado” . Durante seu estudo sempre o acompanhava a pergunta: “como posso conseguir o amor e o perdão de Deus?” e decorrendo os estudos foi descobrindo que para ganhar o perdão de Deus ninguém precisava castigar-se  ou fazer boas obras, mas somente ter fé em Deus. Por ter contato com as obras de Agostinho, Lutero ocupasse intensivamente com os escritos desse Pai da Igreja e passa a admirá-lo por encontrar nele uma testemunha contra a hermenêutica bíblica de Erasmo. Agostinho é o grande adversário dos pelagianos, testemunha da graça divina, pregador do Evangelho e do fim de toda a lei em Cristo. Logo, por tais razões, Agostinho se tornará o grande mestre de Lutero, a ponto de ser colocada a cima de todos os teólogos e filósofos já estudados por ele.  

 Agostinho era patrono da Universidade de Wittenberg, e seu pensamento foi de grande importância para a Ordem dos Agostinianos Eremitas, á qual Lutero pertenceu. Foi a partir dos critérios tomados da Bíblia e de Agostinho que Lutero percebeu que a teologia estava acorrentada a escolástica, impossibilitada de articular adequadamente a questão essencial da 

fé cristã, a graça e a justificação pela fé. Dos escritos de Agostinho, Lutero retirou alguns elementos fundamentais para a fé cristã, tais como: o neoplatonismo de Agostinho, a doutrina agostiniana do pecado e da graça e 

uma certa teologia escolástica nominalista. É importante destacar que a influência de Agostinho sobre Lutero não é só teológica e filosófica, mas também antropológica, marcada pelo desprezo pelo mundo e um alto grau de culpabilização, pano de fundo através do qual descobre a graça de Deus. 

Cercado de tanta influência do Bispo de Hipona, Lutero tem o “auge” de citações de Agostinho no Debate de Heildelberg em 25 de Abril de 1518 onde defende que Cristo é o cumprimento da lei e que a justiça de Deus se manifestou sem ela. Assim é possível compreender o quanto Lutero foi diretamente influenciado por Agostinho, intelectual, ministerial, teológica, antropológica e radicalmente e como esta influência contribuiu para o ápice da Reforma Protestante iniciada por ele. 

A influência de Agostinho sobre Calvino 

Assim como em Lutero, a influência exercida por Agostinho em Calvino é algo notório e inquestionável. Claro que Calvino desenvolve seu próprio ministério e também deixou um maravilhoso legado para o mundo, principalmente no que refere à teologia e cosmovisão cristã. Mas, não haveria o menor problema se ele tivesse apenas dito o que Agostinho disse. Ora, o que Agostinho disse foi o que Paulo disse, logo, todos fazem coro com as Escrituras Sagradas. 

 Agostinho foi tão “calvinista”, que o próprio Calvino se referia a si mesmo como um teólogo agostiniano e considerava seu pensamento como uma exposição fiel das ideias principais de Agostinho de Hipona. Por toda as Institutas a dívida auto-confessada de Calvino a Agostinho é constantemente aparente. Ele na verdade incorpora em seu tratamento do homem e da salvação tantas passagens típicas de Agostinho que sua doutrina parece aqui inteiramente contínua com a do próprio Agostinho. Ao pegar emprestado de Agostinho pontos de doutrina com ambas as mãos, ele fez do Bispo de Hipona 

sua leitura constante, e se sente em iguais condições com ele, cita-o em toda oportunidade, apropria de suas expressões e considera-o como um dos mais valorosos dos aliados em suas controvérsias. Seja como for, para provar conclusivamente que Calvino era um discípulo de Agostinho, não precisamos olhar além do próprio Calvino. Ninguém consegue ler cinco páginas nas Institutas de Calvino sem ver o nome de Agostinho. Calvino cita Agostinho mais de quatrocentas vezes apenas nas Institutas. 

Quanto ao assunto que será tratado mais adiante neste artigo, o livre arbítrio, João Calvino nas Institutas da Religião Cristã, utiliza-se por completo do pensamento agostininano, que será algo de uma curta análise no presente ponto: Para Calvino, em seu estado original o homem possuía o poder da livre escolha entre o bem e o mal, ao que chama livre-arbítrio. E, fazendo uso dele transgrediu o mandamento de Deus, que consistia em não provar do fruto da árvore do bem e do mal, conforme o relato do Livro de Gênesis. Pelo que, uma vez consumada a transgressão, o homem decaiu de seu estado original, tendo como uma das conseqüências a perda da capacidade de chegar até Deus por meio da livre vontade. Sendo assim, Apenas Deus pode levar o homem a desejar o bem, tornando-o novamente livre, e para defender esta tese, Calvino utiliza dos escritos de Agostinho: […] esta matéria não pode ser compreendida em síntese mais breve do que a do capítulo oitavo do livro a Valentino, Da Correção e da Graça, onde Agostinho ensina […]. 

A SISTEMATIZAÇÃO DOUTRINÁRIA DOS REFORMADORES COMO “PLÁGIO” DA OBRA DE AGOSTINHO 

 Os arminianos falam sobre a influência de Agostinho em Calvino. Obviamente que, ao fazer isso, eles tentam diminuir a importância de Calvino, reduzindo-o a um simples plagiador de Agostinho. Constantemente os reformadores são acusados de plágio da obra de Agostinho. Isto, no entanto, não diminui em nada os reformadores, antes, os dá crédito. De igual forma, 

podemos notar tais embasamentos posteriormente por outros grandes homens de Deus, como o príncipe dos pregadores, Spurgeon. Chaler Haddon Spurgeon não via nenhum problema em se basear quase que intrinsecamente aos grandes do passado, sendo assim, ele próprio assumia tal posição. Diz ele: “A velha verdade que Calvino pregava, que Agostinho pregava, que Paulo pregava, é a verdade que eu tenho que pregar hoje […]. O evangelho de Jonh Knox é o meu evangelho”.  

 Dentro da perspectiva da problemática sobre o livre-arbítrio que começa a ser desenvolvida aqui, será levantada e levada em conta uma citação de Agostinho, contrastada com os dizeres de Lutero e os Símbolos de Westmister a respeito do mesmo assunto e assim mostrando a forma como estão intimamente ligados por meio das influências agostinianas. 

 Agostinho disse: “A natureza do homem foi criada no princípio sem culpa e sem vício. Mas a atual natureza, com a qual todos vêm ao mundo como descendentes de Adão, tem agora necessidade de médico devido a não gozar de saúde. O somo Deus é o criador e autor de todos os bens que ele possui em sua constituição: vida, sentidos e inteligência. O vício, no entanto, que cobre de trevas e enfraquece os bens naturais, a ponto de necessitar de iluminação e de cura, não foi perpetrado pelo seu criador, ao qual não cabe culpa alguma. Sua fonte é o pecado original que foi cometido por livre vontade do homem. Por isso, a natureza sujeita ao castigo atrai com justiça a condenação (GRAÇA, 1999, p.114)” . 

 Como estudioso e seguidor de Agostinho, Lutero disse: “Erasmo […] você assevera que o “livre-arbítrio” é a capacidade que a vontade humana tem, por si mesma, de decidir […] Os pelagianos também fizeram isso. Mas você os ultrapassa! […] Prefiro até mesmo o ensinamento de alguns dos antigos filósofos aos seus. Eles diziam que um homem entregue a si mesmo só faria o errado. O homem só poderia escolher o bom com a ajuda da graça divina. Eles diziam que os homens são livres para decair, mas que precisam de ajuda para elevarem-se! Porém, é motivo de riso chamar a isso de “livre-arbítrio”. Com base em tais conceitos, eu poderia afirmar que uma pedra tem “livre-arbítrio”, 

pois só pode cair, a menos que seja erguida por alguém! O ensino daqueles filósofos, põem, ainda é melhor do que o seu. A sua pedra, Erasmo, pode escolher se sobe ou desce! (LUTERO, 1988, p.41)” . 

 Ainda, Calvino diz: “[…] Deus proveu a alma do homem com a mente, mediante a qual pudesse distinguir o bem do mal, o justo do injusto, e, assistindo-a a luz da razão, percebesse que se deve seguir ou evitar […] importa levar em conta que em sua condição original o homem foi totalmente diferente de toda sua posteridade, a qual, derivando a origem do corrupto, dele contraiu maculo hereditária (CALVINO,2006, p. 189-191)”  

 A Confissão de Fé de Westminster diz: “Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza . O homem, caindo em um estado de pecado, perdeu totalmente todo o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação, de sorte que um homem natural, inteiramente adverso a esse bem e morto no pecado, é incapaz de, pelo seu próprio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso. Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza. O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mutavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder (WESTMINSTER, 1996, p.219)” . 

 Pode-se observar através de todas estas citações o quão interligados e dependentes estão os pensamentos basilares de Agostinho com o dos reformadores Lutero e Calvino bem como a confissão de fé reformada que representa e abrange todos os cristãos confessionais. Estas constatações nos introduzem ao último tópico deste artigo. Tópico que sistematizará as coleções feitas nos tópicos com o objetivo de que a compreensão e visibilidade da 

teologia agostiniana será contrastada e constatada na teologia reformada contemporânea.  

A TEOLOGIA AGOSTINIANA NA TEOLOGIA REFORMADA TEMPORÂNEA 

A influência teológica de Santo Agostinho supera as barreiras eclesiológicas e se estende aos protestantes em geral, no entanto os protestantes de linha reformada subscrevem de forma mais ampla os seus conceitos e pensamentos. Uma grande verdade é que muitos cristãos protestantes e inclusive alguns reformados subscrevem e aceitam os pensamentos de Agostinho sem mesmo saber que procedem dele. Muitas vezes o subscrevem através de pensamentos de Lutero, Calvino e dos Símbolos de Fé de Westminster. De certa forma isto é bom, pois demonstra de forma ainda mais clara o quanto a teologia agostiniana está enraizada na teologia reformada contemporânea, no entanto, negativamente expõe que a realidade de que muitos cristãos protestantes e reformados não conhecem tanto quanto deveriam de um dos mais importantes pais da igreja, filósofo e teólogo.   

 Conforme destacado no decorrer do artigo e neste tópico, a contribuição de Santo Agostinho foi de suma importância para os principais reformadores, para os reformados passados e para os protestantes da atualidade, além do seu pensamento sobre o livre-arbítrio, muitos outros eram subscritos por Lutero, Calvino e são pelas confissões de fé reformadas. Alguns dos mais importantes e polêmicos (para a atualidade) destes pensamentos serão destacados agora com o intuito de encerrar este artigo com ênfase nesta rica influência agostiniana em nossa teologia. 

 O pedobatismo: Agostinho defendia a idéia do pedobatismo. Baseado na doutrina do pecado original, ele entendia que era necessário batizar as crianças , assim como Lutero que em seu Pequeno Catecismo de 1529 diz e a Confissão de Augsburgo replica: “É ensinado entre nós que o Batismo é 

necessário e que a graça é oferecida através dele. As crianças também deveriam ser batizadas, pois no Batismo elas se comprometem com Deus e se tornam aceitáveis para Ele (AUGSBURGO, 1993)” .  

 Cristologia: Agostinho enxergava a encarnação de Cristo como um autoesvaziamento, embora isso não diminuísse Sua onipotência. Para explicar melhor esse conceito, ele dizia que as naturezas divina e humana coexistem sem mistura nem confusão. Cada natureza retém suas propriedades inatas de maneira que, a forma divina não acaba com a forma humana de servo e viceversa. Cada natureza operava seus princípios distintamente, embora estivessem em harmonia . Da mesma forma a Confissão de Fé de Westminster diz: “[…] Jesus de Nazaré foi um homem real, possuindo todas as propriedades essenciais a um ser humano […] que não era menos que o próprio Deus, o eterno Filho do Pai […] embora apenas uma pessoa, as naturezas divina e humana, em Cristo, não se misturam e nem se confundem em uma só natureza, senão que permanecem duas naturezas distintas e puras, divina e humana, constituindo uma só pessoa para sempre (WESTMINSTER, 1996, p.191,195)” . É notório não somente a concordância entre os escritos de Agostinho e a Confissão de Fé de Westminster como a utilização de palavras iguais em construções frases praticamente iguais, que demonstram o mesmo sentido, idéia e sentimento quanto á teologia expressa. 

 Por fim será destacado um trecho das Institutas de Calvino, onde ele enfatiza de forma ampla o seu posicionamento firmado em Agostinho a tal ponto que atribui a este tópico das Institutas o seguinte título, Agostinho não contraria esta tese, referindo-se a autoridade da Escritura sobre a Igreja: “São estas, textualmente, as palavras de Agostinho: […] Quando eu tiver louvado o que creio e tiver escarnecido o que crês, o que pensas que devamos julgar, ou que devamos fazer, senão  desertamos aqueles que nos convidam a conhecer cosas segura, e depois ordenam que creiamos coisas incertas e sigamos aqueles que antes nos convidam a crer o que ainda não somos capacitados a ver, de sorte que, feitos mais ousados pela própria fé, façamos jus a entender o 

que cremos, estando a firmar e iluminar-nos interiormente não mais o espírito dos homens, mas o próprio Deus?” .  

CONCLUSÃO 

 Concluímos assim que da mesma forma Lutero, Calvino e a Confissão de Fé de Westminster subscrevem os pensamentos filosóficos e teológicos de Agostinho e os compreendem da mesma forma a teologia agostiniana continua presente em nossa teologia, sendo replicada e prolongada na história, vivida por nós diariamente. Como cristãos reformados, devemos ser estudiosos da Escritura e dos grandes filósofos, teólogos e mestres da história da Igreja para conhecermos e vivermos concernentes com a cosmovisão bíblica reformada.  

13 

BIBLIOGRAFIA 

AGOSTINHO, Santo. Confissões; tradução de J. Oliveira e A. Ambrósio de Pina. 6.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015. – (Vozes de Bolso) 

Artigo – O pensamento agostiniano e a doutrina calvinista: antagônicos ou cooperantes? – Tiago Donassolo 

ATKINSON, J. Martin Luther and the birth of the Protestantism. 

Harmondsworth, Middlesex: Penguin Book, 1968.  

CALVINO, João, As Institutas; [tradução Waldir Carvalho Luz]. 2. Ed. – 

São Paulo, Cultura Cristã, 2006. 231p., Livro I 

_______, João, As Institutas; [tradução Waldir Carvalho Luz]. 2. Ed. –  

São Paulo, Cultura Cristã, 2006. 288p., Livro II 

Confissão de Fé de Augsburgo 

COSTA, Hermisten Maia Pereira da. Introdução à Metodologia das Ciências Teológicas. Goiânia: 2ª Edição. Editora Cruz, 2015. 424 p 

COUTO, Vinicius. Agostiniana: breve exposição das principais contribuições teológicas de Agostinho de Hipona 

FERREIRA, Franklin – Agostinho de A a Z – São Paulo: Editora Vida, 

2007. (Série pensadores cristãos), 243p 

FERREIRA, Franklin. Pilares da fé: a atualidade da mensagem da Reforma. São Paulo: Vida Nova, 2017. 208 p.  

HODGE, A. A. Confissão de Fé de Westminster comentada – 4.ed. 

Editora Os Puritanos, São Paulo. 596 p. 

LADEIA, Donizetti Rodrigues. Introdução à História da Filosofia. São 

Bernardo do Campo, SP. Seminário Rev. José Manoel da Conceição, 2016 

MADUREIRA, Jonas. Inteligência Humilhada. São Paulo: Vida Nova, 2017  

Revista Fé Para Hoje Edição Nº40, Editora Fiel – Artigo: Saiba quem foi Agostinho de Hipona e como ele contribuiu com o caminho do cristianismo.  

RIBEIRO, Antônio Carlos. A Recepção de Agostinho de Hipona em Martinho Lutero 

ROBERTO, José.  O Reformador Agostinho de Hipona e seus discípulos do século XVI 13 

SPURGEON, Charles H. Uma defesa do Calvinismo. São Paulo, SP: Publicações Evangélicas Selecionadas 

VAN TIL, Henry. O Conceito Calvinista de Cultura; tradução de Elaine 

Carneiro D. Sant’Anna. São Paulo, Cultura Cristã, 2010, 304p.  

VANCE, Laurence M. O Outro Lado do Calvinismo, a Influência de Agostinho. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *